domingo, 25 de setembro de 2016

Permacultura - uma lição de Bill Mollison

Bill Mollison (daqui)
"Apesar de os problemas do mundo serem cada vez mais complexos, as soluções permanecem embaraçosamente simples." Bill Mollison

Bill Mollison, australiano, nascido em 1928, e considerado o "Pai da Permacultura", morreu ontem, dia 24 de setembro de 2016. Em sua memória, republico uma mensagem publicada originalmente neste blogue em 8/5/2013.

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O texto que se segue é a tradução de parte de um subcapítulo do livro "PERMACULTURE, A Designers' Manual", de Bill Mollison (1988, 2ªed. 2002, editora Tagari). Trata da análise da relação entre os elementos, partindo de uma pequena quinta, e usando os mesmos componentes, relocalizá-los de acordo com princípios da permacultura. As imagens da quinta (antes e depois da permacultura), retiradas do mesmo livro, elucidam o ganho de eficiência que se pode obter.


«Fazendo a ligação entre os elementos (componentes)

Para permitir que um componente do projeto funcione, devemos colocá-lo no sítio certo.

Isto pode ser suficiente para um componente vivo, ex. patos colocados num charco podem tomar conta de si próprios, produzindo ovos e carne, e reciclando sementes e rãs. Para outros elementos, temos também de arranjar algumas conexões, especialmente para os "não-vivos", ex. um coletor solar ligado por tubos a um tanque de armazenamento de água quente. E então devemos observar e regular o que fizemos. A regulação pode envolver confinar ou isolar o componente, guiá-lo através de vedações, cobrindo-o ou usando válvulas de um só sentido. Uma vez conseguida a regulação, podemos relaxar e deixar o sistema, ou parte do sistema, regular-se a si próprio.

Tendo listado toda a informação que temos sobre o nosso componente, procedemos então a estratégias de localização e ligação que podem ser colocadas como questões:
- Que uso podem ter os produtos deste componente particular (ex. galinhas) para as necessidades de outros componentes?
- Que necessidades deste componente são fornecidas por outros componentes?
- Em que é que este componente é incompatível com outros componentes?
- Em que é que este componente beneficia outras partes do sistema?
A resposta providenciará um plano da localização relativa ou auxiliará o acesso de um componente aos outros.

Podemos escolher os nossos outros componentes de entres elementos comuns de uma pequena quinta familiar, em que a família indicou as suas necessidades como: auto-suficiência, não muito trabalho, muito interesse, e produto para vender (nenhum milionário poderia pedir mais!).

Os componentes que podemos trazer para uma pequena quinta típica são:
- Estruturas: casa, celeiro, estufa, galinheiro.
- Construções: tanque ou lago, reservatório, ramada ou pérgola, vedações ou cercas.
- Animais domésticos: galinhas, vacas, porcos, ovelhas, peixes.
- Uso do solo: pomar, pasto, lavouras, jardim, mata (bosque).
- Contexto: mercado, trabalho, finanças, habilidades, pessoas, disponibilidade de terreno e limites culturais.
- Infraestruturas: a maioria das tecnologias, máquinas, estradas e sistemas de água.

Não vamos listar as caraterísticas de todos estes elementos, mas procederemos de forma mais geral. À luz das estratégias de ligação, nós sabemos onde não podemos colocar as galinhas (no tanque, na casa da maioria das sociedades, no banco, etc.), mas podemos colocar as galinhas no celeiro, no galinheiro, no pomar, ou junto com outros componentes que ou providenciam a satisfação das suas necessidades ou que requeiram os seus serviços ou produtos. O nosso critério de localização  é o de que, se possível, permita às galinhas funcionar naturalmente, num local onde as suas funções beneficiem o sistema por inteiro. Se queremos que a galinha trabalhe para nós, temos de listar as necessidades de energia e materiais dos outros elementos, e ver se a galinha pode fornecer essas necessidades. Assim:

A CASA precisa de comida, combustível para cozinhar, calor no tempo frio, água quente, luz, lugar para dormir, etc. Mesmo que a galinha não possa entrar, ela pode suprir algumas necessidades (comida, penas, metano). Também consome muitos dos desperdícios de comida que saem da casa.
A ESTUFA precisa de dióxido de carbono para as plantas, metano para germinação, estrume, calor e água. Fornece calor durante o dia, comida para as pessoas, e alguns desperdícios para as galinhas. A galinha pode suprir muitas destas necessidades e utilizar grande parte dos desperdícios.  Também pode fornecer calor noturno à estufa na forma de calor corporal.
O POMAR precisa de monda (capina), de controle de pragas, estrume e alguma poda. Dá alimento (como frutas e nozes) e providencia insetos para alimento das galinhas. Assim, o pomar e as galinhas parecem precisar um do outro e beneficiar de trocas mútuas. Eles apenas precisam de ficar juntos.
A MATA precisa de manejo, prevenção de incêndios, talvez controle de pragas, algum estrume. Fornece combustível sólido, bagas, sementes, insetos, abrigo e algum calor. Há uma interção benéfica entre galinhas e a mata.
A LAVOURA (terra cultivada) precisa de ser arada, estrumada, semeada, colhida, e de armazenamento das colheitas. Dá alimento para galinhas e pessoas.As galinhas têm aqui um papel como fornecedoras de estrume e como cultivadores (um grande número de galinhas numa pequena área  removerão efetivamente toda a vegetação e lavram o solo ao esgravatar)
O PASTO precisa de ser cultivado, estrumado, e de armazenamento de feno ou silagem. Dá alimento para os animais (incluindo vermes e insetos).
O LAGO precisa de algum estrume. Fornece peixes, plantas aquáticas para alimentação, e pode refletir a luz e absorver calor.

Numa tal listagem, torna-se claro que muitos componentes satisfazem necessidades e aceitam os produtos de outros. Contudo, há um problema. Numa pequena quinta tradicional, a caraterística principal é que nada está ligado com nada, assim, nenhum componente fornece as necessidades do outro. Abreviando, a quinta comum não aproveita os múltiplos benefícios da correta localização relativa, ou acesso de um componente ou sistema ás necessidades de outro. Esta é a razão porque a maioria das quintas são vistas como lugares de trabalho duro e altamente ineficientes. Ver figuras 3.2 e 3.3 (acima).

Agora, e sem inventar nada de novo, podemos redesenhar os componentes existentes tornando possível que uns sirvam os outros. Ver figuras 3.4 - 3.5.



Apenas movendo os mesmos componentes para um desenho de conjunto benéfico, podemos assegurar que as galinhas, a estufa ou o pomar estão a trabalhar para nós, e não nós a trabalhar para eles. Se  localizarmos os componentes essenciais  com cuidado, em relação uns com os outros, não só o nosso trabalho de manutenção é minimizado, como as necessidades energéticas são muito reduzidas, e poderemos esperar um modesto excedente para venda, comércio ou exportação. Tal excedente resulta da conversão de desperdícios em produtos a partir do uso apropriado.
O galinheiro aquece a estufa (e é aquecido por ela), e ambos são aquecidos pela lareira. As galinhas vão ao pomar, providenciando estrume e obtendo uma grande parte do seu alimento dos resíduos do pomar e pragas, assim como de plantas da mata ou floresta. A estufa também aquece a casa, e parte da mata é um sistema forrageiro e um cinturão de abrigo. Deste modo, foram feitas localizações sensíveis, minimizando o trabalho. O mercado e o controle do investimento foram colocados na casa, junto com um serviço de informação, usando um computador que nos liga ao mundo.

Cada parte deste tipo de design será tratada com maior detalhe neste livro, mas uma simples transformação como a que fizemos da figura 3.2 para a figura 3.3 é suficiente para mostrar o que significa design funcional.

Uma grande parte deste design pode ser conseguido, como foi aqui, por métodos analíticos não relacionados com qualquer condições locais reais. Note que antes de nós implementarmos qualquer coisa, mesmo antes de sairmos da secretária, nós desenvolvemos muitas boas ideias sobre padrões e sistemas auto-regulados para uma quinta familiar. Apenas resta saber se estes são viáveis no terreno, e se a família consegue aceder a eles. Este é o benefício da abordagem analítica do design: pode operar sem experiência! É também o seu ponto fraco. Até à galinha estar efetivamente a aquecer a estufa, a fertilizar o pomar ou a ajudar a produzir metano para a casa, o nosso sistema é apenas informação ou potencial. Até que a galinha esteja realmente a funcionar, não produzimos recursos reais nem resolvemos nenhum problema real da nossa quinta familiar.

Informação como um Recurso
RECURSOS são armazenamentos de energia práticos e úteis, enquanto a INFORMAÇÃO é apenas um recurso potencial, até ser posta em uso.

Nunca devemos confundir a assimilação de informação com fazer a diferença através de um recurso real.  Esta é a falácia académica: "Eu penso, logo eu agi."»

Nota 1: Caso encontrem erros na tradução, agradeço a chamada de atenção.
Nota 2: Espero que este extrato, para fins educativos, e que serve como referência ao livro, não vá contra os direitos de autor ou da editora. Se for o caso, e for avisada, retirarei de imediato este conteúdo.

domingo, 18 de setembro de 2016

Sabe de onde vêm os seus alimentos?

O vídeo abaixo mostra como no Brasil os pequenos agricultores e os consumidores que se preocupam com uma alimentação e agricultura sem venenos ("agrotóxicos") estão a dar a volta ao grande poder das multinacionais agroquímicas ou grandes cadeias de distribuição. Associações de agricultores ecológicos, feirinhas onde o produto chega diretamente do produtor ao consumidor,  encurtando os circuitos dos alimentos, reduzindo ou eliminando os intermediários que levam a grande fatia do lucro, se não todo.

Imagem obtida aqui
Nas AMAP, Associações de Manutenção de Agricultura de Proximidade, aliadas à agricultura biológica certificada, em que os associados consumidores pagam adiantado para que os agricultores possam pagar as despesas de produção, e recebem em cabazes com os produtos da época. Isto permite um pagamento justo ao produtor, preços mais baixos, e alimentação mais saudável.

Em Portugal, felizmente já começam a aparecer AMAP, agricultura de proximidade (não necessariamente de produtos biológicos certificados), que tratam de “uma parceria direta, baseada na relação humana entre o grupo de consumidores e um ou mais produtores, onde os riscos, responsabilidades e recompensas da produção agrícola são partilhadas, através do estabelecimento de uma ligação de longa duração.” (daqui)

Na sessão "Ambientar-se" de 16/9/2016 em Vila Nova de Famalicão, os representantes da AMAP Chuchubio explicaram o modo de funcionamento destas associações. Um excelente caminho para a agricultura em pequena escala, e sobretudo, para a agricultura biológica. O poder está na mão de cada um, quando escolhe o que e onde compra, e sobretudo quando se informa de onde vem os seus alimentos (e não só, claro).


Você sabe de onde vêm seus alimentos? from Aura on Vimeo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

10.000 crianças desaparecidas na Europa

«Mais de 10.000 crianças desapareceram dos campos de refugiados da Europa e os líderes europeus nada fazem sobre o assunto.

Isto significa 10.000 crianças sem comida, sem abrigo e sem amor. 10.000 crianças que estão com medo, vulneráveis, e sós. 10.000 crianças que deveriam estar na escola, e a brincar. Em vez disso, eles estão em risco de violência e exploração.

Da Irlanda até Itália, e de Bruxelas a Berlim, em toda a Europa, os nossos líderes políticos não estão a agir. Eles estão com medo dos políticos populistas que usam a crise de refugiados da Europa para tirarem dividendos políticos. Os líderes europeus continuarão a ignorar estas crianças vulneráveis, a não ser que nós exijamos que tomem medidas.

Ajude-nos a proteger crianças desaparecidas! 

Fonte: Campanha da Bray Refugee Solidarity Group (via e-mail da plataforma WeMove.EU)



Para ajudar a Missing Children Europe, clique em http://missingchildreneurope.eu/involved e escolha uma forma de colaborar.

Imagem obtida em Último Segundo, no artigo
"Entenda a crise migratória na Europa"
«Amir Jasim Shamo é um menino sírio de 13 anos que tinha um sonho: chegar à Europa. No pico do inverno, Amir embarcou na Turquia para tentar atravessar o mar Mediterrâneo e chegar às ilhas gregas. Depois de atracar em Farmakonisi, Amir desapareceu.

Segundo um relatório da Europol, Amir é apenas uma das mais de 10.000 crianças refugiadas que desapareceram depois de chegarem à Europa, desde 2015.

A Missing Children Europe é uma rede de mais de 30 organizações não-governamentais, com sede em Bruxelas, que espalha cartazes com fotografias e dados que permitem identificar crianças desaparecidas. Em muitos desses cartazes está a cara de Amir. Outro cartaz mostra dois meninos sírios que desaparecem: Alnd de cinco anos e Roder, o seu irmão de quatro anos. ...»


«Desde 2008, cerca de 198.500 menores não acompanhados entraram Europa em busca de asilo. Alguns ficaram órfãos devido a guerras e conflitos nos seus países de origem, alguns ficaram órfãos durante a viagem para a Europa, alguns foram separados das suas famílias durante a viagem, e alguns foram enviados para a Europa pelas suas famílias.  A maioria vêm do Afeganistão, mas também da Somália, Síria, Iraque, Kosovo, Albânia e muitos outros países.

Imagem obtida em DN, no artigo:
"10 mil crianças desaparecidas. Portugal na rota do tráfico"
Essas crianças desaparecem devido a grandes lacunas nos procedimentos das políticas europeias, e devido às ações de contrabandistas e quadrilhas criminosas.   Muitas crianças desaparecem antes de serem registadas. Muitas mais crianças terão sido registadas num país europeu, e até pode-lhes ter sido atribuído acomodação e um tutor, mas desaparecem pouco tempo depois. 

Na verdade, em média, a criança desaparece nas 48 horas após serem registados. Isso acontece por muitas razões: as crianças podem fugir por medo, podem tentar encontrar seu próprio caminho para o país de destino, ou podem ser vítimas de traficantes e forçadas à escravidão sexual, trabalho infantil e outras formas de exploração.

Algumas crianças não são rastreáveis, porque não existe atualmente nenhum sistema à escala da UE para acompanhá-los quando cruzam fronteiras. Alguns atingem seus países de destino e famílias com segurança. Muitos não.»

Fonte: Excerto e tradução de: https://10000missingchildren.wordpress.com/faqs/

domingo, 11 de setembro de 2016

"O Veneno está na Mesa" em Famalicão, dia 16/9

O VENENO ESTÁ NA MESA" é o filme da sessão AMBIENTAR-SE de Setembro, em Famalicão, e a pergunta a fazer é: "Vamos continuar a deixar que a indústria agroquímica nos envenene?"

Dia 16 de setembro de 2016, 21h30, na Casa do Território, Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão
Gratuito, entrada livre

Lançado pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, no Brasil, o documentário “O veneno está na mesa”, de Sílvio Tendler (Brasil, 2011, 49 min), revela os riscos do uso de agroquímicos, desde o trabalhador agrícola ao consumidor final.

Sinopse:  «O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública. O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.»

A escolha do filme e organização da sessão é da responsabilidade da Associação Famalicão em Transição, e são convidados para o debate:
  • Natália Costa, impulsionadora das Hortas Sociais da Póvoa de Lanhoso, técnica na Quinta Pedagógica de Braga.
  • Olívia Silva e José Mendes, da Chuchubio, agricultura biológica e de proximidade.

As sessões AMBIENTAR-SE são uma parceria entre o Município de Vila Nova de Famalicão (Parque da Devesa) e associações locais ligadas à proteção do ambiente, que constam na exibição de um filme de tónica ambiental com debate no final.

Informações: parquedadevesa@vilanovadefamalicao.org / 252 374 184

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Consulta pública sobre Agricultura Biológica em Portugal



Esta consulta aparece na sequência da criação do Grupo de Trabalho, composto pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral e pela Escola Superior Agrária de Coimbra (Despacho nº 7665/2016 de 9/6), cujo objetivo é elaborar a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica e pôr em execução um Plano de Ação para a produção e promoção de produtos biológicos em Portugal.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Educação na Finlândia

As crianças merecem ter tempo para serem crianças, para brincarem, conviverem, descobrirem, merecem aprender a pensar pelas suas cabeças e serem críticos com o que lhe estão a ensinar, merecem aprender a respeitar os outros e a si próprios,  e sobretudo, merecem ser felizes!

Veja as diferenças entre a educação na Finlândia e nos EUA (ou cá em Portugal), nesta pequena parte do filme "Where to Invade Next" (E Agora Invadimos o Quê?), de Michael Moore (2015).

terça-feira, 30 de agosto de 2016

I Colóquio Nacional de Horticultura Social e Terapêutica

I Colóquio Nacional de Horticultura Social e Terapêutica

20 e 21 de outubro 2016, Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril



«A Horticultura Social e Terapêutica (HST) enquadra-se em programas de horticultura urbana, de educação ambiental e de apoio a pessoas idosas, com deficiência ou dependência, em instituições de saúde, de reabilitação psicossocial e de inclusão social. Estes programas são promovidos por instituições particulares de solidariedade social (IPSS), câmaras municipais, associações, estabelecimentos prisionais, instituições de ensino superior e outras e têm por objetivo contribuir para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida das pessoas, nomeadamente da sua saúde física, mental e emocional. Oferece, ainda, oportunidades para a socialização, participação ativa e exercício físico, estímulo dos sentidos, da concentração e da criatividade.

A HST relaciona-se com a Agricultura Social, que pode assumir uma forma de diversificação das fontes de rendimento das empresas agrícolas que, prestando um serviço social à comunidade, continuam sujeitas às leis do mercado. A Agricultura Social tem sido também praticada em explorações agrícolas sem fins lucrativos, que exercem uma atividade de produção e troca de bens e serviços de utilidade social e de interesse geral.

O I Colóquio Nacional de Horticultura Social e Terapêutica, envolvendo técnicos, investigadores, movimentos sociais, empresas, pessoas e comunidades, será uma partilha de experiências e dos processos de inovação em que estão envolvidos, que procuram responder aos atuais desafios sociais, ambientais e económicos.

A Comissão Organizadora»

Fonte, programa e mais informação em: http://www.aphorticultura.pt/icnhst.html

domingo, 21 de agosto de 2016

Peniche Livre de Petróleo (petição)

Imagem da página Peniche Livre de Petróleo
O movimento Peniche Livre de Petróleo lançou hoje uma petição para travar a prospeção e extração de petróleo. Assine e divulgue:

Petição pelo cancelamento dos contratos de prospeção e produção de petróleo na Bacia de Peniche e na Bacia Lusitânica

«Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República, 

os signatários desta petição solicitam à Assembleia da República, enquanto órgão constitucional representativo dos cidadãos portugueses, que desencadeie as ações necessárias para cancelar os contratos de Prospeção, Pesquisa, Desenvolvimento e Produção de Petróleo e suspender os trabalhos em curso na Bacia de Peniche e na Bacia Lusitânica, no mar e em terra, localizadas ao longo de toda a faixa litoral, entre Lisboa e Porto. 

Os signatários desta petição consideram que: 


Imagem do panfleto, daqui
- Os riscos ambientais e socioeconómicos desta atividade são muito elevados, como demonstraram os acidentes que ocorreram no Golfo do México e em Michigan, em 2010, entre muitos outros. Desconhecem-se quaisquer estudos de impacto ambiental que suportem os trabalhos em curso e contratualizados, apesar da proximidade de áreas de elevado valor ecológico, como a reserva natural das Berlengas, que é Reserva Mundial da Bioesfera da UNESCO. 

- Os contratos foram negociados e assinados sem consulta pública, num processo pouco transparente. Não se perguntou aos pescadores se queriam ter plataformas onde habitualmente pescam, não se perguntou aos agricultores se queriam ter campos de fracking no lugar dos seus pomares, não se perguntou a quem cá vive, aos surfistas, aos banhistas, a toda a atividade hoteleira, de restauração e turística, se aceitam os riscos desta indústria; 

- Dado que o combate às alterações climáticas exige que 80% das atuais reservas de energia fóssil se mantenham no subsolo, os territórios sem historial petrolífero devem manter-se intocáveis, preservando recursos; 

- Portugal deve dar total prioridade à produção de energias renováveis, pois pelos seus recursos endógenos é um dos países europeus com maior potencial; 

- Além dos riscos sociais e ambientais que nos fazem temer pelo nosso futuro, os contratos em causa têm contrapartidas financeiras insignificantes para o Estado português.»

Fonte: Texto da petição em: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=penichelivrepetroleo

sábado, 20 de agosto de 2016

Floresta no quintal (Shubhendu Sharm)

Do mesmo modo que a Permacultura transforma desertos em oásis, o engenheiro indiano Shubhendu Sharma, através da sua empresa Afforestt, transforma quintais em bosques ou baldios em bosques em florestas. Com um trabalho inspirado no especialista em floresta japonês Akira Miyawak, ele explica a metodologia que usa no vídeo abaixo (Como cultivar uma floresta no seu quintal), e também neste.




Imagem da apresentação disponível em Afforestt
«As florestas não tem que ser reservas naturais distantes, isoladas da vida humana. Em vez disso, podemos cultivá-las exatamente onde estamos - mesmo em cidades. O eco-empresário Shubhendu Sharma cria mini-florestas densas e biodiversas, de espécies nativas, em áreas urbanas, através de engenharia de solo, micróbios e biomassa, alavancando processos de crescimento naturais. Acompanhe-o à medida que descreve como fazer crescer uma floresta de 100 anos de idade, em apenas 10 anos, e aprenda como entrar nesta pequena festa na selva.»

Fonte: Sinopse  TED (tradução livre)