segunda-feira, 17 de abril de 2017

O poder de uma escolha

«Mudar hábitos que duraram décadas, hábitos ancestrais que duraram milénios, requer coragem e altruísmo. 
A verdade dá-te o poder de fazeres as tuas próprias escolhas»
(do vídeo)

(imagem daqui
«Vídeo produzido e dirigido por estudantes de biologia da USP (Universidade de São Paulo), procura motivar o fortalecimento do pensamento crítico e desenvolvimento de posturas e valores éticos sobre a exploração animal, hábitos alimentares e gerais de consumo, implicando em ações conscientes na conservação da biodiversidade e bem estar dos seres vivos no planeta terra. Investe na correlação entre conteúdos sobre diversidade, destruição de habitats, ética, ecologia e uso intensivo de recursos como água, grãos e terra utilizados na exploração animal (agropecuária e pescas predatórias). »

Direção: Giovanna Blumenthal; Animação: Vitor Gregolin.


O Poder de Uma Escolha - Como Salvar a Vida na Terra Agora from Giovanna Blumenthal on Vimeo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Doce veneno

«Quando falamos em açúcar, sorrimos e abanamos a cabeça. “Não, eu até nem como assim tanto açúcar”, não é o que está a pensar? Mas a dura verdade é que come, praticamente todos os dias, quando consome produtos processados. E essa é, provavelmente, a razão por que faz tantas dietas, anda no ginásio e, mesmo assim, não consegue perder peso.»
...
Tal como qualquer outra droga, o açúcar é viciante. É este o poder da indústria alimentar que nos enche os sentidos com tantas fontes altamente aliciantes. Por isso é realmente penoso pensar numa dieta sem bolachas, sem uma bola de Berlim na praia, sem um suminho ou umas batatinhas aqui e ali — porque estamos viciados em açúcar sem nos apercebermos


Sobre este nosso doce "amigo", leia o artigo de Christiana Martins na revista do Expresso de 22/02/2014 (e fonte das imagens ao lado), que encontra no link aqui:


E não perca a Reportagem SIC de 2015 SOMOS O QUE COMEMOS!


SOMOS O QUE COMEMOS, Grande Reportagem SIC (2015) from quemse importa on Vimeo.

Depois, vá à cozinha, leia os rótulos e faça as suas contas...

domingo, 2 de abril de 2017

Escola da Ponte


Nenhuma escola é igual a outra, mas quase todas seguem o modelo supostamente "imposto": aulas expositivas, turmas, disciplinas, testes, ...

No entanto, há escolas realmente diferentes, embora raras, e mesmo no ensino público!

A Escola da Ponte (São Tomé de Negrelos, Santo Tirso) desde 1976, que tem marcado a diferença. As crianças e adolescentes do 1º ao 3 ciclo, aprendem, em primeiro lugar, a ser autónomos e responsáveis, e a cooperar. Depois, pesquisam e aprendem as matérias através de uma metodologia de projeto, com a ajuda uns dos outros e  dos professores (ver aqui).


A metodologia da escola teve como mentor o Professor José Pacheco, que atualmente se encontra a desenvolver escolas diferentes no Brasil.  

A escola é tão especial que até surgiu uma petição com o título: Queremos o Modelo da Escola da Ponte em mais escolas públicas


Para a conhecer melhor,  veja a reportagem da TVI (maio 2014) no vídeo abaixo , e leia a reportagem RTP de Junho de 2016.

Sim, uma outra educação é possível, também em Portugal!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ouro Azul

No Dia Mundial da Água 2017, volta aqui o  documentário Ouro Azul - As Guerras Mundiais pela Água (Sam Bozzo, 2008), que nos mostra uma visão integrada da situação dramática da água potável no mundo. 

Com testemunhos de Wangari Maathai,  de Ryan e de Vandana Shiva, entre muitos outros, vemos como o novo colonialismo das corporações (grandes multinacionais) tem uma sede de morte para privatizar a água

e como o o banco mundial desempenha o papel de lobo com pele de cordeiro nesta guerra! 

terça-feira, 14 de março de 2017

8

8 anos ...e foi um instante ... desde que nasceu o Sustentabilidade é Acção em 14 de março de 2009.

Que estes 8 anos de tempo dedicado a tentar informar para que se vislumbrem caminhos que nos levem a melhores futuros, tenha valido a pena, tenha mudado algo.

Aproveitando o momento, deixo-vos uma "prendinha", uma animação de Glen Keane, um dos principais animadores da Walt Disney, adaptada à música de Luísa e Salvador Sobral "Amar pelos Dois" (representará Portugal na Eurovisão 2017).


Salvador Sobral - Amar Pelos Dois (Duet by Glen Keane) from Creativehole on Vimeo.

E, cumprindo a já "tradição", em dia de aniversário agradeço aos que visitam este espaço, mantendo-o vivo, OBRIGADA e bem hajam!


Falta o balanço do costume,... depois de quase ter parado, de chegar ao milhão de visitas, parece que houve uma "recuperação" não sei como nem porquê...

  • 1.136.000 visitas, (488 mil Portugal, 276 mil Brasil e 151 mil EUA)
  • 923 seguidores através do Blogger 
  • 597 seguidores no NetworkedBlogs
  • 13080 seguidores na página Facebook 
  • 1308 seguidores no Twitter
  • 346 seguidores na rede Google+  
  • 1168 mensagens publicadas 
  • 6650 comentários
Obrigada e até já!

domingo, 12 de março de 2017

Nós e os outros (das relações e das diferenças)

Este post está preparado há um ano em meio (desde 10/09/2015), na altura não o achei oportuno ou teria outras coisas para publicar, e acabei por esquecer-me dele. Hoje fui ver os "rascunhos" (posts inacabados, 27), encontrei-o e achei que estava na hora de o publicar.

Imagem daqui
São extratos de textos que fui encontrando por aí, referentes às atitudes e relações de uns para com os outros, de forma direta, ou forma camuflada nas redes sociais, e de todos para com os "ismos " ou para com os donos do mundo.

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1. "A minha cara metade", por Raquel Varela,  05/04/2014

(imagem obtida aqui)
«Há uma pandemia mundial em curso de narcisismo. Narcisismo não é vaidade. Um narcísico pode até ser discreto, calado e vestido de cinzento. Mas é uma pandemia insuportável. É o tipo que chega a uma reunião com mais 30 e pede para a próxima reunião ser mudada porque “ele tem uma consulta médica” – o que era o mundo sem ele!; é a mãe que diz com orgulho “o meu filho não faz nada sem mim” – um anormal portanto!; é o filho que quando a mãe lhe coloca a comida na mesa diz com esgar “não gosto nada disto” – tempos houve, os quais saúdo conservadoramente, que o tipo dizia “obrigada por teres feito o jantar querida mãe (mesmo que não gostasse)”; é o tipo que entra num sindicato e na primeira discordância, sem ter mexido uma palha, sai, e é o sindicalista que acha que é dono das decisões da organização; é o que entra numa associação e “esquece-se” mensalmente e sempre de pagar a quota – o financiamento colectivo que se lixe!; é o que estaciona em cima do passeio, o que atravessa um bairro a 50 km hora porque ele está atrasado para o trabalho e a criança que está a jogar à bola está a “atrapalhá-lo” – não é o seu filho porque ia ele preocupar-se!?; é a professora que despacha o trabalho dela para os alunos e os pais destes fazerem em casa; e são os pais que entram numa escola a gritar com a professora, sem sequer lhe perguntar o que se passou. 

Todos estes comportamentos têm em comum o desenvolvimento incipiente do superego, do não saber estar na pele do outro, do não querer estar na pele do outro – o outro, diria um humorista, “nunca ouvi falar desse”. É um comportamento para-sociopata, de gente que não consegue sair de si e acha que os outros são instrumentais ao seu bem-estar. É uma esmagadora ausência de resistência à frustração, um imediatismo de prazer quase animal (não socializado, portanto).
...
Piadas sérias à parte, o tema é grave. Os outros não são o preenchimento do nosso vazio, as relações são relações, de discordância, de debate, de diferença. O mundo está difícil. É aliás um barco a caminho do precipício, onde há uns tipos no convés e a maioria no porão. Mas desengane-se quem acha que vai ficar à tona – olhem para 1939-1945! Todos nos vamos afundar se não reagirmos organizadamente. Mas para reagir organizadamente temos que ser livres, e só há liberdade na diferença, na discordância, temos que re-aprender a viver com os outros na sua complexidade, na sua surpresa, e sobretudo com aquilo que é distinto de nós. Não precisamos de caras metades. Precisamos de gente inteira. »

Fonte: https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2015/04/05/a-minha-cara-metade/

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2. "Aprenda a discordar usando a lógica do papel higiénico", por Wagner Brenner, 14/11/2013

(imagem obtida aqui)
«Por exemplo, o professor de sociologia Edgar Alan Burns, do Eastern Institute of Technology Sociology, usa esse truque no primeiro dia de aula. Ele pergunta aos seus alunos:
“Como vocês acham que o papel higiénico deve ser colocado?”
E nos 50 minutos seguintes, os alunos naturalmente começam a avaliar os MOTIVOS para suas respostas e acabam chegando sozinhos a questões sociais muito maiores como:
  • diferenças de papéis sociais entre homens e mulheres
  • diferenças entre comportamentos públicos e privados
  • diferenças entre classes sociais
  •  etc
São relações de construção social que nunca pararam para pensar antes, mas que agora, sem que ninguém os orientasse, conseguiram enxergar.
Sozinhos, começaram a raciocinar e perceberam correlações e fatos. E, principalmente, começaram a argumentar.
No dia-a-dia, quase nunca fazemos isso. Geralmente, tomamos um partido e passamos a defendê-lo de forma passional, enxergando só o que nos interessa.
Somos bons de discutir, mas ruins para argumentar. Piores ainda para mudar de ideia.»



Fonte: http://www.updateordie.com/2013/11/14/aprenda-a-discordar-usando-papel-higienico/

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3. "A Metáfora da Caixa de Bombom", por Clarion de Laffalot, 6/7/2012

«Vídeo de esclarecimentos para pessoas que só sabem pensar em sistema binário e raciocínio de manada, e ficam tentando "enquadrar" meus pensamentos em ideologias. »



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UoZ_X8a47Oc

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E para rematar, enquanto andamos entretidos com superficialidades, estamos bastante presos numas relações de que nem nos apercebemos, mas que nos dominam...
... de um velho parceiro das andanças da blogosfera:

4. Entreter para Dominar…, por Voz a 0 db, 09/12/2014

«Continuem então ENTRETIDOS… OS DONOS agradecem ;-) »


Fonte: https://taawaciclos.wordpress.com/2014/12/09/639/

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quinta-feira, 9 de março de 2017

6ª Troca de Sementes de Famalicão, 12 de março

Já se sente a Primavera no ar, nas plantas e nos dias maiores... por isso,  está na época de partilharmos e trocarmos as nossas sementes para deitarmos à terra.

Assim, está na hora da Associação Famalicão em Transição promover, pela 6ª vez, a Troca de Sementes de Famalicão, que mais uma vez conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão para a cedência de espaço e logística.

Será no dia 12 de março, domingo, das 14h30 às 17h30, no Parque da Devesa (junto ao pórtico, acesso mais perto pela Entrada Cidade, junto à Central de Camionagem). Em caso de mau tempo, a Troca de Sementes será realizada na Central de Camionagem.


A Troca de Sementes visa contribuir para promover a nossa soberania alimentar, preservar a biodiversidade, evitar a extinção de variedades tradicionais, e manter as sementes livres, e não envolve compra ou venda de sementes, mas a troca ou cedência.

Estará lá também o nosso associado Paulo Lima para dar a conhecer o projeto SÁBIO - Sustentabilidade Ambiental Biológica, que visa a produção de adubo orgânico natural a partir dos resíduos orgânicos domésticos e através de recolha porta-a-porta, em Famalicão. Posteriormente falaremos aqui desse projeto.

Estão todos convidados,  a participação é livre e gratuita. Apareça, traga as suas sementes, estacas ou pequenas planta para partilhar e trocar.


(Mensagem idêntica à publicada no blogue Famalicão Melhor em 1/3/2017)